Domingo, 29 de Setembro de 2013

Balanço feito por quem?

Balanço da Campanha Eleitoral em Arrifana


Delfim Silva (PSD) - Poucos estariam perto de imaginar que o candidato do PSD fosse o Delfim Silva. Todos imaginariam David Ferreira ou Delfim Ferreira. A escolha da concelhia do PSD da Feira foi genial e prova porque o PSD tem domínio nas eleições autárquicas mesmo não sendo o partido maioritário nas eleições para órgãos nacionais.
Delfim Silva desde pequeno que vive e sente o pulsar de Arrifana, essencialmente do seu associativismo e foi um dos obreiros do período dourado de Arrifana quando juntamente com o falecido Carlos Sousa esteve na Junta com Dário Matos nos seus primeiros anos de presidente e ajudou a transformar Arrifana com obras bem planeadas e estruturantes e participou activamente na dinamização do bairrismo/associativismo Arrifanense (quem se lembra dos rally papers dos Hippyes FC ou dos cortejos dos vários lugares?). Adicionalmente, Delfim Silva ajudou várias Juntas do concelho a terem um sistema de contabilidade e depois foi convidado por Alfredo Henriques para vereador e voltou a merecer a confiança para um segundo mandato onde liderou obras públicas e ambiente. Depois de uma dezena de anos fora da vida autárquica, em que restaurou o tempo com a família, trabalhou alguns anos na área comercial e continuou envolvido em associações locais, aparece agora num momento em que Arrifana precisa de alguém que possa bater à porta certa na Câmara e noutros organismos, que possa a tempo inteiro motivar e juntar as associações em torno de eventos dinamizadores, assim como o apoio social às famílias carenciadas e a conclusão de obras importantes.
Adicionalmente, Delfim Silva também foi perspicaz e arriscou tudo ao escolher um a um os membros da sua equipa pela confiança e competência em vez de seguir critérios de afinidade e ter dito directamente a David Ferreira e Delfim Ferreira que não os convidaria porque queria uma equipa nova para um novo ciclo. Delfim Silva disse ainda que não se revia em algumas das decisões do PSD nos últimos anos e que mostraria todas as contas da Junta que encontrasse para que todos saibam o ponto de partida. A outra curiosidade é a equipa que o acompanha na Junta ser de pessoas a rondar os 35 anos que já têm know-how e maturidade q.b. e têm essencialmente genica e existe uma grande união entre todos o que é difícil acontecer em listas à Junta ou a associações em que se juntam pessoas que rapidamente se percebe que não conseguirão trabalhar em conjunto.
Por último, Arrifana precisa de um presidente a tempo inteiro e Delfim Silva está aposentado com uma idade que lhe permite realizar 2 mandatos com saúde e frescura a tempo inteiro e Arrifana precisa de um presidente a tempo inteiro para receber as pessoas, andar na rua e ir à Câmara. Também já disse que abdicava do salário de presidente não só porque é reformado mas porque sabe que assim poupa 11% da despesa actual da Junta (cerca de 30 mil euros por ano) e por isso prefere receber menos da reforma do que receberia como presidente.
O debate na Radio Clube da Feira correu bem ao ser o melhor preparado e conseguiu uma boa conciliação com os outros candidatos que abre boas perspectivas a possíveis coligações em caso de não ter maioria. A reacção das pessoas na rua em especial contra algumas difamações mostram que Delfim Silva e a sua equipa são conhecidos como humildes e de confiança para uma parte significativa dos Arrifanenses.
Provavelmente muitos não esperariam tanta determinação, calma e alegria na sua campanha.

Rui Ferreira (PS) - É o outro candidato que ganhou com a campanha eleitoral. Chamou algumas pessoas novas para a equipa e sente-se outra confiança. A saída de Dário Matos implica que é agora ou nunca e o PS está a dar o máximo, com uma boa arruada no sábado a lutar taco-a-taco com o PSD no porta-a-porta e no número de pessoas presentes assim como a aposta na sede. O debate na RCF também correu bem ao optar por mostrar ideias diferentes. Em suma, se não der para vencer, Rui Ferreira e a equipa ficam bem na fotografia e quem sabe se não poderão ser o segundo pilar em caso do PSD ganhar sem maioria dado que houve um respeito nunca visto entre PSD e PS na campanha e é disso que Arrifana precisa. Os Arrifanenses também percebem que este PS que finalmente tem chama pode ser a alternativa para quem não optar por Delfim Silva.

João Pinheiro (UPA) - Ao contrário de Delfim Silva e Rui Ferreira, João Pinheiro não aumentou o seu capital de confiança com a campanha. A lista da UPA não conseguiu cativar mais votos em campanha e existe um claro afastamento entre a maioria dos Arrifanenses e João Pinheiro. A imagem deste candidato é que o que o motiva é a procura do conflito e da acusação. Depois da polémica da Escola de Manhôce, seguiu-se o ATL que causou a saída do pároco dinâmico acabado de chegar. Existem alguma pessoas com uma postura bem diferente nesta lista que contudo não são a corrente maioritária em termos de pensamento e essencialmente de postura.
Ficou claro no debate o tom constante de "bota-abaixo" tentando denegrir ao máximo Delfim Silva em vez de aproveitar o tempo para críticas construtivas e alternativas. O terceiro lugar será quase certo mas longe de Delfim Silva e Rui Ferreira.

António Belo (CDS) - Esteve bem  no debate da Radio e propôs soluções interessantes. Das boas ideias no debate, destacam-se a reabilitação da zona da Feira e a possibilidade dos funcionários da Junta poderem prestar serviços de limpeza em matos privados como fonte adicional de receita. Mantém quase a mesma equipa e com algumas boas novidades mas percebe-se que tem uma base de apoio curta para continuar a crescer em votos e dificilemnte manterá os 300 votos de 2009 pelo que a fronteira do sucesso vai ser a reeleição ou não para a Assembleia de Freguesia que poderá torná-lo de novo num elemento importante em caso de não haver maioria.

Alcino Monteiro (ND) - Foi quem saiu mais cedo para a rua e em força mas ficou-se essencialmente pelos cartazes e mais cartazes e mais cartazes que em nada condizem com o momento de contenção financeira que os cargos públicos exigem. Adicionalmente não há uma pessoa que se destaque na sua lista. Apesar de ter saído à rua com a equipa, a imagem de marca foi as suas rondas de jipe pela freguesia com o Sr. Antónia da "Fruta" de bandeira ao lado. Arrifana precisa de uma equipa forte e de quem saiba planear, liderar e mobilizar Arrifana e Alcino Monteiro dificilmente conseguirá o seu sonho de ser presidente de Junta. Primeiro candidatou-se na lista do CDS com João Pinheiro, passados 4 anos mudou-se para o PSD em que continuou a ser o mecenas nos tempos de Dário Matos, volvidos outros 4 anos entra na UPA também pela mão de João Pinheiro mas o ser nº 2 não era suficiente e eis que passados mais 4 anos é responsável pela Nova Democracia ficar conhecida em Arrifana.
Muitos também não esquecem o momento em que como presidente da Banda de Música deu uma entrevista caricata ao jornal Terras da Feira que não beneficiou a Instituição bicentenária.
Até pode ter um resultado interressante pelos votos das zonas de São Pedro e Rua e tal como António Belo precisa de conseguir cerca de 300 votos para se eleger para a Assembleia de Freguesia. Contudo, estará com certeza bem abaixo das suas expectativas iniciais.
Também foi estranho não ter aparecido no debate da Rádio.

Mário Costa (BE) -Tal como Delfim Silva e Rui Ferreira, este jovem deu-se a conhecer e percebe-se que vai continuar na política por muitos anos. Angariou gente nova e ainda apareceu na campanha e também no debate, embora tenham faltado novidades no seu programa. Passou metade do debate em modo "Louça" e recuperou bem na segunda metade ao entrar no tom conciliador da maioria e apresentar algumas ideias. Poderá ultrapassar a centena de votos o que será uma boa estreia.

Nuno Ribeiro (CDU) - Faz lembrar os comentários sobre os jogadores que entram quase ao minuto 90 em que não há nada para dizer. O candidato até é bem conhecido na sua faixa etária e respeitado, mas a verdade é que a CDU não fez campanha em Arrifana (talvez uns 3 ou 4 cartazes a dizer CDU Autárquicas). Sendo o eleitorado mais fiel, poderão pelo menos manter os 80 a 90 votos, mas esperava-se mais há 2 meses atrás.

 

 

 

A projeção dos resultados eleitorais para a Assembleia de Freguesia de Arrifana aponta para uma disputa renhida pelo primeiro e pelo quarto lugares numa corrida inédita com 7 listas candidatas. Esta projeção é feita com base na opinião do dia a dia dos Arrifanenses, constituição das listas, na sondagem realizada neste blogue, além dos resultados de há 4 anos atrás e o carisma nas redes sociais das várias candidaturas. Esta estimativa pode ser falível e é apenas uma aposta deste blogue. No domigo há noite teremos resultados e podem haver surpresas. A ver vamos se Delfim Silva vai ser a escolha de mais Arrifanenses.

 

In blog de Arrifana

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Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013

...

Antonio Torres, cabeça de lista do BE à Câmara da Feira e o cabeça de lista à junta de S. João de Ver, visitaram as linhas de água em S. João de Ver e constataram que a modernidade não se coaduna com a falta de limpeza das linhas de água.

 

Existem autarcas que primam por não cumprirem com as promessas e ainda por cima se intitulam de grande obreiros de uma serie de obras que ninguém conhece.

 

Em S. João de Ver é necessário limpar e requalificar todas as linhas de água.

 

O BE não exige muito, apenas e só o que se faz nas Aldeias, Vilas e Cidades quem têm autarcas com o mínimo de competência e sensibilidade ambiental.

Lamenta-se o atraso a que S. João de Ver está votado.

 

Se ganhar a junta, o BE compromete-se a limpar, requalificar e despoluir todas as linhas de água da nossa Vila.

 

A Câmara da Feira e o Ministério de ambiente têm de cumprir o seu papel. A população de S. João de Ver paga os seus impostos e em troca nada recebe, fenómeno que não pode continuar.

 

Juntos vamos mudar e dignificar S. João de Ver

publicado por Administração às 19:22
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Transparência precisa-se

Em anexo envia-se o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda que deu entrada hoje na Assembleia da República, sobre o preços dos combustíveis.

 

 

INTRODUZ MEDIDAS DE TRANSPARÊNCIA E ANTI-ESPECULATIVAS NA FORMAÇÃO DOS PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Exposição de motivos

Os combustíveis são, reconhecidamente, bens estratégicos e fundamentais para o bom funcionamento de qualquer economia. A história e a crise recente ilustram de forma bastante clara as consequências danosas do total descontrolo e da escalada repentina dos preços dos combustíveis. Do mesmo modo, os aumentos recentes observados nos mercados internacionais têm gerado alguma confusão sobre os mecanismos de transmissão destes custos e da formação de preços ao consumidor. A falta de transparência neste mercado tem reflectido efeitos extremamente nocivos para toda a economia.

Os combustíveis serão sempre caros. Tratando-se de um produto raro e em vias de esgotamento, é evidente que o preço do petróleo tenderá a subir historicamente, tanto mais que a sua procura é inflacionada pelo desenvolvimento das economias emergentes. Acresce que o preço deve igualmente induzir uma racionalidade ambiental, favorecendo a substituição dos combustíveis fósseis por energias alternativas. Em Portugal, dado não haver produção de petróleo, a vulnerabilidade à flutuação dos preços é por tudo isso mais acentuada do que noutros países.

 

No entanto, o factor determinante para a escalada dos preços tem sido a sua liberalização. O fracasso da liberalização do mercado de combustíveis é evidente. O que este processo permitiu foi o curso livre à especulação, dado que a procura é rígida e reage pouco ao aumento dos preços, determinado em mercados oligopolizados e portanto em que a oferta determina o preço.

De facto, ao analisar-se a composição do preço dos combustíveis, verifica-se que apenas uma pequena parte deste reflecte o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais. Não obstante, é esse aumento do petróleo que é usado como argumento para justificar os elevados e constantes aumentos do preço de venda dos combustíveis.

Assim sendo, torna-se necessário abolir a liberalização e instituir um mecanismo anti-especulativo de formação de preços. Os dados são claros e demonstram que o preço dos combustíveis, sem impostos, foi mais caro em Portugal do que a média da União Europeia em todos os meses de 2010. É necessário acabar com esta especulação.

Não pretende o Bloco de Esquerda substituir a liberalização por um sistema de preços tabelados, que obrigasse o Estado a compensar as empresas distribuidoras e portanto a transferir receitas orçamentais, financiadas por impostos pagos por todos os contribuintes, para um subsídio às empresas e aos automobilistas. Essa estratégia da tabulação de preços fracassou e é errada.

O Bloco de Esquerda, com este projecto de lei, pretende reorientar a política energética e a determinação de preços num sentido distinto. É o mercado internacional que fixa o preço do crude ou do combustível importado. Portanto, o consumidor será permanentemente influenciado por essa evolução. Mas, é necessário criar transparência na formação do preço que termine com a especulação e isso só é possível pela comparação com os preços noutros países europeus. É necessário olhar para os preços médios sem impostos de um conjunto de países de União Europeia e utilizar essa informação como valor máximo do preço dos combustíveis sem impostos em Portugal. Por outro lado, esta formação de preço levará a uma estabilidade semanal dos preços dos combustíveis.

A variação do preço de venda ao público dos combustíveis fica assim menos exposta às oscilações do preço do petróleo nos mercados internacionais. Este factor acaba por conferir uma maior estabilidade nos preços de venda ao público dos combustíveis, protegendo os consumidores contra potenciais especulações na formação dos mesmos.

A definição de preço máximo unitário de venda ora proposta visa conferir transparência ao mercado de combustíveis. Dota-se ainda o Estado de um mecanismo fundamental de coordenação e supervisão num sector estratégico e fundamental como o dos combustíveis.

As principais alterações introduzidas por este projecto de lei são assim as seguintes:

1.                  o preço de base é determinado pelo preço médio de um conjunto de países europeus;

2.                  o preço será fixado uma vez por semana, promovendo maior estabilidade para os consumidores;

3.                  todo o processo de formação de preços é definido, sendo escrutinável e insusceptível de ser viciado por estratégias especulativas;

4.                  são introduzidas duas medidas anti-especulativas e anti-inflacionárias, além da imposição do euro como moeda de referência:

a)        nenhum aumento semanal se pode desviar em mais de 2% da média dos preços médios europeus nas três semanas anteriores;

b)        o preço é comparado com um cabaz de preços de mercados europeus comparáveis com o português e, no caso em que o preço obtido se desvia em mais de 2% do preço desse cabaz, é exigida a homologação pelo Ministério da Economia;

Assim, e nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Bloco de Esquerda apresentam o seguinte Projecto de Lei:

 

Artigo 1.º

Definição do preço dos combustíveis

1 - O preço máximo unitário de venda ao público (PMVP) da gasolina e do gasóleo é fixado pela aplicação da seguinte fórmula:

PMVP = PE + CS + ISP + IVA

em que:

a) PMVP representa o preço unitário máximo de venda ao público;

b) PE representa o valor do Preço Europa sem taxas, resultante da média dos preços antes de impostos nos 14 países da União Europeia em que os produtos sejam idênticos aos comercializados no mercado nacional;

c) CS representa o custo de armazenamento obrigatório, nos termos do artigo 4º;

d) ISP representa o valor obtido com a aplicação taxa unitária do imposto sobre os produtos petrolíferos abrangidos por esta lei;

e) IVA representa o valor obtido com a aplicação taxa unitária do imposto sobre o valor acrescentado.

2 - Para efeitos do número anterior, o conjunto de países a usar à data da entrada da presente lei são a Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Suécia e Reino Unido.

3 - Todos os preços a que se refere esta lei são considerados em euros.

 

Artigo 2.º

Definição de preços máximos de venda ao público

1 - Os preços máximos de venda ao público são fixados por portaria do Ministério da Economia de 7 em 7 dias, à segunda-feira, sempre que se registe uma variação positiva ou negativa do preço máximo em vigor, calculado sem arredondamento e com IVA incluído.

2 - Os preços referidos no número anterior entram em vigor às 0 horas da quarta-feira imediatamente a seguir à sua fixação.

 

Artigo 3.º

Definição de Preço Europa

1 - O Preço Europa (PE) sem taxas para cada produto submetido ao regime de preços máximos de venda ao público é a média aritmética calculada no período de referência, em cada uma das semanas que o constituem, sendo cada um desses valores calculados da forma seguinte:

 

em que:

a) Pj é o preço antes de impostos para cada um dos países referidos na alínea c) do n.º 1 do artigo 1º, publicado semanalmente pela Direcção-Geral de Energia da Comissão Europeia, nas duas últimas publicações semanais anteriores à data de cálculo de PE;

b) Cj o consumo anual mais recente, em toneladas, em cada um dos países referidos;

c) n o número de países que formam o conjunto usado no cálculo de PE de cada produto.

2 - No cálculo de PE, os arredondamentos serão feitos ao nível do quinto algarismo à direita da vírgula.

 

Artigo 4.º

Custo de armazenamento obrigatório

Os custos de armazenamento e financeiros relativos à constituição e manutenção das reservas de segurança de petróleo, previstas no Decreto-Lei n.º 10/2001, de 23 de Janeiro, na sua redacção actual, são considerados para a formação do preço final ao consumidor, sendo este custo fixado por portaria do Ministério da Economia.

 

Artigo 5.º

Controlo da evolução do preço

1 - Para efeitos de controlo da evolução do preço dos combustíveis, são adoptadas as medidas anti-especulativas definidas nos números seguintes.

2 - É introduzido um factor de verificação para evitar distorções bruscas do preço, de modo a que o preço semanal, obtido pela aplicação do método de cálculo estabelecido nos artigos anteriores, não possa ser superior a 102% da média dos preços das duas semanas anteriores.

3 - O preço PE ajustado para efeitos do cálculo do preço final, tal como definido pelo artigo 3.º, é limitado segundo uma das fórmulas seguintes:

PE Corrigido = PE0, se PE0 for inferior a 102% de VAL3

ou

PE Corrigido = 1,02 (VAL3), se PE0 for superior a 102% de VAL3

em que:

a) PE Corrigido é o preço que resulta da correcção imposta;

b) VAL3 é a média das últimas três semanas da média do PE.

4 - A evolução dos preços é ainda comparada com um cabaz de preços para o cliente final nos países da zona euro, adoptando-se o seguinte procedimento:

a) O Ministério da Economia divulga publicamente, todas as semanas, a comparação entre o preço definido no mercado português e o do cabaz de preços;

b) A homologação pelo Ministério da Economia do preço final torna-se necessária sempre que o preço final obtido pelo cálculo anterior se desvie em mais de 2% do preço do cabaz calculado a partir dos preços dos países de referência.

 

Artigo 6.º

Liberdade de fixação de preços

É permitida a prática de preços inferiores aos estabelecidos pelas condições de mercado e pelas regras da presente lei, desde que sejam respeitadas as leis que definem as normas de concorrência ou outras aplicáveis.

Artigo 7.º

Obrigatoriedade de comunicação dos preços

1 - Os operadores comunicam à Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), semanalmente, até às 12 horas de cada sexta-feira, o preço médio semanal de venda praticado para cada produto, por concelho, por posto e por tipo de posto.

2 - Devem ser também comunicadas à DGEG as vendas anuais desses produtos, por concelho, por posto e por tipo de posto.

 

Artigo 8.º

Disposição revogatória

É revogada a Portaria nº 1423-F/2003 de 31 de Dezembro, dos Ministérios das Finanças e da Economia, que estabelece a liberalização dos preços de venda ao público dos combustíveis.

 

Artigo 9.º

Entrada em vigor

A presente lei entra em vigor 15 dias após a sua publicação.

 

Assembleia da República, 19 de Julho de 2011.

As deputadas e os deputados do Bloco de Esquerda,

 

Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Aveiro

 

 

publicado por Administração às 14:26
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Assédio moral no trabalho

2. Conceito de assédio moral no trabalho

O fenómeno do assédio moral não é novo no mundo do trabalho. No entanto, o seu estudo é recente. A nível europeu, vários estudos existentes só surgiram a partir dos anos oitenta. De modo semelhante, a realização de conferências para abordarem este tema são igualmente um acontecimento recente. Isto revela um maior interesse pelo fenómeno.

O que é o assédio moral no trabalho? “É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e a éticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados, destabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego”

 

 

3. Perfil dos Assediadores

É ainda possível traçar o perfil dos assediadores, com base nos relatos feitos pelos trabalhadores, assim temos o:

  • Profeta: exalta as suas qualidades e a sua missão é enxugar a máquina, demitindo indiscriminadamente mas humilha com cautela e reservadamente;
  • Pitt-bull: agressivo, violento e perverso nas palavras demitindo friamente e que humilha por prazer;
  • Tigrão: esconde a sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público;
  • Troglodita: brusco que não admite discussão e não aceita reclamações;
  • Garganta: não conhece bem o seu trabalho mas vive contando vantagens e não admite que saibam mais que ele;
  • Grande-irmão: primeiro protege para depois atacar, ou seja, aproxima-se e mostra-se sensível aos problemas de cada um e de seguida usa o que sabe para rebaixar ou demitir.

 

4. Tipos e etapas do assédio moral

Dentro das organizações, do mundo do trabalho, encontramos diferentes tipos de assédio que ocorrem em vários níveis hierárquicos e com autores distintos.

  • Assédio vertical descendente (proveniente da hierarquia), ou seja, procedimentos abusivos de um superior para com um subordinado. A subordinação hierárquica pode induzir o superior a tirar partido do seu poder abusando dele e tendo prazer em submeter o subordinado à sua vontade;
  • Assédio horizontal (proveniente de colegas). Este tipo de assédio é frequente quando dois colegas disputam um lugar ou uma promoção;
  • Assédio misto (um assédio horizontal que passa a assédio vertical descendente). O assédio horizontal prolongado e sem interferência da hierarquia, que desta forma se torna cúmplice, passa a ser um assédio vertical descendente;
  • Assédio ascendente (proveniente de um ou mais subordinados que assediam um superior).

O assédio vertical descendente é aquele que ocorre com maior frequência e do qual decorrem consequências mais graves, quer físicas, quer psicológicas, para o assediado. Isto porque é uma situação que se desenrola entre um subordinado e um superior hierárquico, o que aponta para uma relação de desigualdade. Daqui resulta que o subordinado se sinta isolado e tenha dificuldades em encontrar recursos para resistir ao assédio.

 

5. Etapas do “Mobbing”

  • Isolar: quebrar todas as alianças possíveis. Desde, a vítima não ser convidada para as reuniões formais e informais, ser posta num espaço físico isolado e só, privada de informação, ficar sem acessos privilegiados no seu computador, etc. Tudo isto a torna mais vulnerável e debilita a sua posição no seu local de trabalho;
  • Vexar: atribuir à vítima tarefas inúteis ou degradantes, objectivos não concretizáveis, solicitar tarefas a executar fora do horário normal, exigir a realização urgente de tarefas que depois de realizadas não são valorizadas sendo até desprezadas, etc;
  • Empurrar o outro para cometer uma falta: é uma maneira habilidosa de desqualificar o outro e de seguida o criticar e justificar a sua despromoção. Isto origina na vítima sentimentos negativos. Passa a ter uma má imagem de si própria deixando mesmo de acreditar nas suas capacidades. Por vezes, estas

atitudes levam a vítima a revoltar-se e a ser agressiva o que o abusador aproveita para justificar o seu comportamento abusador;

 

6. Consequências do assédio moral

“O assédio moral pode ter repercussões negativas difíceis de contabilizar. Pode originar na vítima danos irreversíveis e, em casos extremos, poderá, inclusivamente, levar ao cometimento de suicídio”.

 

7. Enquadramento legal

Constituição da República Portuguesa no seu Artigo 25º (Direito à integridade pessoal):

1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.

2. Ninguém pode ser torturado, nem submetido à tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos.

Podemos concluir, de acordo com Rocha Pacheco (2007: 271) que o “assédio moral, como figura jurídica, ancora-se no direito fundamental à integridade moral do trabalhador, enquanto pessoa, reconhecido e garantido pela Constituição da República Portuguesa”.

 

8. Conclusão

O assédio moral, no ambiente de trabalho, é tão antigo quanto o trabalho mas é um fenómeno que tem vindo a agravar-se nos últimos anos.

Em resumo, podemos constatar que o processo de assédio moral no trabalho gera custos económicos, sociais e de saúde pública que afectam em primeiro os indivíduos, as organizações e de forma geral a sociedade.

 

Fontes: http://www4.fe.uc.pt/fontes/trabalhos/2007003.pdf e http://www.inverbis.net

publicado por Administração às 12:57
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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

posição do BE sobre a empresa Leal e Filhos

 

Estando em consulta pública a renovação da licença ambiental para a empresa Luís Leal e Filhos, S.A., sita em Santo Estêvão, Santa Maria da Feira, freguesia de Arrifana e concelho da Santa Maria da Feira, com actividade no Tratamento, Transformação e Valorização de Subprodutos Animais (categoria 1 e 3), o Bloco de Esquerda vem pelo presente, e através de Eva Maria Braga da Silva (deputada municipal do BE em S. João da Madeira e em nome da concelhia do BE), Nuno Miguel Pinto Serrano (coordenador concelhio do Bloco em Santa Maria da Feira), manifestar a sua posição sobre a empresa e sobre a renovação da licença ambiental em questão.

1. Considerando que esta empresa, independentemente do que afirmam os seus administradores, já foi investigada e condenada ao pagamento de multas por descargas ilegais e poluição de linhas de água, nomeadamente da ribeira da Lage, e não dando garantias que estes episódios de poluição de linhas de água tenham sido ultrapassados;

2. Considerando que o odor pestilento que advém da sua laboração é um atentado à qualidade de vida dos munícipes dos concelhos de S. João da Madeira e de Santa Maria da Feira e que este é um dos principais problemas associados a esta empresa porque em certos dias torna insuportável o cheiro no ar;

3. Considerando que a empresa está obrigada a implementar, a todo o momento, as melhores técnicas disponíveis para minorar os efeitos ambientais consequência da sua laboração, e tendo em conta as dúvidas sobre o cumprimento deste requisito,

O Bloco de Esquerda recomenda que seja formada uma comissão independente composta por agentes políticos autarquias (representantes dos grupos municipais) das autarquias directamente afectadas e por agentes técnicos das Universidades de Aveiro e do Porto e da Agência Portuguesa do Ambiente. Esta Comissão deverá proceder de imediato e urgentemente a uma inspecção à empresa, onde se avaliará as emissões poluentes da empresa; a eficácia das técnicas, procedimentos e equipamentos instalados na empresa. Esta comissão deverá emitir um parecer sobre regras, equipamentos e técnicas que a empresa deve implementar obrigatoriamente, com vista à redução do seu impacto ambiental e na qualidade de vida das populações.

O Bloco de Esquerda considera que é imperativo encontrar uma nova localização para a empresa, para um local sem edificação habitacional e com um perímetro arborizado, servindo de zona de protecção verde, criando-se assim um filtro aos odores emanados pela actividade da fábrica.

Considerando ainda que a laboração desta empresa é importante, quer pela actividade que desempenha, quer pelos postos de trabalho directos e indirectos que representa, o BE acredita que tudo deve ser feito para que se conjuguem dois interesses essenciais: a continuação da laboração da empresa assim como o respeito pelo ambiente e pela qualidade de vida das pessoas, que tem sido altamente afectada principalmente pelos odores e descargas ilegais de provenientes desta empresa.

Assim, consideramos que são condições essenciais: a adopção de todas as medidas técnicas, recurso a todo o tipo de tecnologias e equipamentos possíveis de forma a minorar o impacto ambiental; bem como uma nova localização da empresa, onde a sua actividade não interfira na qualidade de vida das pessoas, respeitando-se um perímetro de não edificação, condição que não tem sido respeitada nos últimos anos pelas autarquias, o que só tem contribuído para agravar a dimensão do problema.

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publicado por Administração às 20:52
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Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Nova ministra...

Aqui me têm como sou, dizendo aos que têm a generosidade de me ler o que me vai na alma. Não sou hipócrita nem cultivo falsos respeitos. Se vejo claro o que aí vem, por que insípida postura me iria escudar em convenientes benefícios de dúvida? Qual benefício para quem afirmou, com sorriso de leste a oeste, à espera dos aplausos da plateia, dar o seu “inteiro apoio à política educativa que tem vindo a ser seguida” e considerar “que é importante a prossecução e aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado”?

 

Esta é a segunda referência escrita que faço à actual ministra da Educação. A anterior já me valeu 3 mimos: inconveniente, radical e extremista. Assim seja. Sou inconveniente para os dissimulados e radical para os que se especializaram em protelar. Aceito o extremismo. Mas mais extremistas que eu são os que atacaram extremamente os professores, a escola pública e o ensino sério. E esses vão continuar, enquanto não se lhes responder de forma extremamente resoluta.

De Isabel Alçada conheciam-se meia centena de livros de fantasias para crianças. Mas nenhuma ideia expressa sobre Educação, para adulto ler. Hoje já temos 3 discursos políticos, bem recentes, e um quadro de comunicação não verbal, que só escapa aos incautos. Tudo visto, são discursos que revelaram uma organização de ideias confrangedora, recheados dos clichés repetidos ad nauseam durante os últimos 4 anos, medíocres do ponto de vista da semântica e da construção frásica, onde os erros de concordância surpreendem.
 
Ficou-lhe mal elogiar tanto o seu Plano Nacional de Leitura. Esse e o da Matemática. Os planos nacionais são expedientes a que se recorre quando as primeiras instâncias falham e não se sabe corrigir o que está mal. Custam muito dinheiro, jogado em cima do que já existe para obter os mesmos resultados. No caso da leitura, o plano sucedeu a anos a menosprezar o ensino do Português, a substituir os clássicos por panfletos de cordel e a tornar a gramática para crianças numa charada de linguistas. No que toca à Matemática, entregou-se a concepção e a execução do plano aos que tinham sido apontados como responsáveis pela situação que o mesmo se propunha corrigir. Sem mais! Esta é a sinopse do verdadeiro contexto de elogios ocos.

 
Ficou-lhe mal dizer que o Magalhães e o plano tecnológico nos tinham colocado na primeira linha do desenvolvimento. São tiques de deslumbramento terceiro-mundista, sem credibilidade, que minam o desejável recato de qualquer começo. Ficou-lhe mal a alusão encomiástica às novas oportunidades e ao ensino profissional. Os professores sabem que, descontadas poucas situações de funcionamento sério, uma e outra iniciativa são farsas e manipulações grosseiras das pessoas e das instituições. Ficou-lhe muito mal a protecção que deu à clausura das crianças na escola, de sol a sol, e a cobertura que não regateou à moderna escravização administrativa dos docentes. Foi-lhe desfavorável a versão, inverosímil, segundo a qual o convite e a aceitação surgiram momentos após a sua declaração pública em contrário e escassas horas antes do anúncio oficial. Aceitaram os que acreditam no Pai Natal. Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil.

 
Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela. Lurdes Rodrigues já pensou por ela. Aliás, no fim da cerimónia de remodelação governamental, a agora ex-ministra foi profética quando sublinhou, repetidas vezes, com o cinismo que a caracteriza, a sua muita confiança no novo governo. Os mais atentos sabem que tem razão, porque Isabel Alçada não tem identidade política. Melosa e sorridente, foi alistada para continuar a contar histórias, agora aos professores. Da política tratará Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva e Francisco Assis.

 
Fala-se muito no poder da Assembleia da República para corrigir os erros de política educativa da anterior legislatura. Mas desvaloriza-se, nessa fé, a circunstância de Sócrates não os reconhecer. Desvaloriza-se, nessa compreensível ânsia de sacudir um jugo de 4 anos, que uma coisa é a cavalgada fácil do descontentamento generalizado, para colher votos, outra é entender a importância estratégica da Educação. Como tal, a realidade mostra que os partidos, todos os partidos, a ignoram.

 
Imediatamente após ter sido indigitado primeiro-ministro, Sócrates assumiu, para espanto dos sensatos, que tanto lhe dava uma coligação com o PSD, como com o PCP, CDS ou BE. Revelou assim, sem delongas, a ideologia do PS que lidera e a manhosice que porá na navegação táctica que se segue. Na peugada, aliás, recordo-o para os de memória curta, de Soares e Guterres: o primeiro meteu rapidamente o socialismo na gaveta, para governar com o CDS; o segundo trocou sem rebuços a coerência política por umas fatias de queijo Limiano.

 
Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de avaliação do desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos! Fonte: Público de 28(10/09
 
Santana Castilho

publicado por Administração às 18:16
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Sábado, 10 de Outubro de 2009

O que não deviam ter feito

Em pleno dia de Reflexão ainda se faz campanha

 

 

"Assunto: Actos de propaganda eleitoral, direccionados às eleições autárquicas, na véspera e no dia da eleição da Assembleia da República(...) Ora, a propaganda eleitoral envolve, nos termos do artigo 61º do mesmo diploma, toda a actividade que vise directa ou indirectamente promover candidaturas, seja dos candidatos, dos partidos políticos, dos titulares dos seus órgãos ou seus agentes ou de quaisquer outras pessoas. Trata-se, pois, de um conceito material, e não de um conceito subjectivamente determinado, que abrange actividades do mais diverso conteúdo e que, em última instância, são passíveis de influenciar, ainda que indirectamente, o eleitorado quanto ao sentido de voto. Nessa medida, qualquer acto de propaganda, dirigido ou não à eleição a realizar, pode perturbar a reflexão dos cidadãos eleitores e é causalmente adequado a alterar o seu comportamento nas urnas(...)

 

 

 

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publicado por Administração às 15:07
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Sábado, 3 de Outubro de 2009

Esclarecimento

Continuação do texto...

 

 

"Assim, neste contexto tenho de referir que não concordo que o CD Arrifanense vá de mal a pior. Se este senhor acompanhasse o dia a dia do Clube saberia que o Clube se encontra bastante activo e num processo gradual de crescimento suportado por uma melhoria qualitativa das suas condições de trabalho. Este senhor à imagem de muitos outros arrifanenses insiste em fazer pouco e falar muito. Em relação à questão das dívidas, continua-se constantemente a falar delas sem se ter noção do seu valor, o que não me parece muito correcto. Emitir opiniões a coberto do anonimato permite dizer disparates sem ter necessidade de os assumir. Se este senhor é realmente um arrifanense descontente como diz que é, comece por demonstrar o seu bairrismo revelando seu número de sócio do CD Arrifanense.
 
   Este senhor afirma também a dada altura que o Clube não tem jogadores suficientes para completar os seus plantéis. Mais uma inverdade, já que nos últimos anos em escalão algum o Arrifanense entrou em campo sem o número mínimo suficiente de jogadores para iniciar um jogo. Existem algumas dificuldades a esse nível que estão lentamente a ser colmatadas e são resultantes naturalmente da actual legislação desportiva que não permite a fixação dos jogadores até fazerem 14 anos. Faço notar ainda ( porque muita gente tem tendência para terem memória curta ) que esta situação é consequência da despersonalização e do abandono a que certas pessoas conduziram o Clube.
 
   No parágrafo seguinte este arrifanense vem reforçar a ideia das dívidas ( será trauma? ), da falta de condições e do abandono massivo de atletas para clubes vizinhos. Mais uma vez, incorrecto. Quando quiser receber esclarecimentos e saber números faça o favor de se identificar. Em relação ao Clube fazer captações para todos os escalões o senhor esqueceu-se ou desconhece quiçá prepositadamente de mencionar, que esta situação é perfeitamente normal e também acontece nos tais grandes clubes vizinhos.
 
   Sobre o debate na RCF apraz-me dizer apenas o seguinte. Aquilo que o Sr. David disse sobre o relvado sintéctico na passa de uma treta política dirigida a ingénuos. Passo a esclarecer. A FPF lançou um concurso através das Câmaras Municipais que visava a construção de uma espécie de " quintal sintéctico " e não de um verdadeiro relvado sintéctico com os devidos requisitos. Jamais e em ocasião alguma este tema foi abordado por alguém ligado à Junta de Freguesia.
 
   Este senhor de seguida revela-se pasmado e de boca aberta. Pois é " meu amigo " sou obrigado a recomendar-lhe o fecho da dita, pois está a correr riscos de entrar alguma mosca. Se estivesse minimamente informado saberia que estes dirigentes têm desenvolvido um trabalho notável de recuperação da imagem, do Clube e das suas condições de trabalho. O trabalho que tem estado a ser desenvolvido visa também repôr a confiança e o respeito que este Clube merece. Desculpar-me-á se lhe disser que não está documentado para fazer qualquer tipo de afirmação sobre o Arrifanense, porque de facto revela um enorme desconhecimento da realidade por que passa o Clube.
 
   Como se não bastasse todas estas ideias sem consistência, ainda resolve vir falar das velhas guardas do Clube, como se estivesse por dentro da sua realidade. Eu pergunto: Quem são as velhas guardas do Clube? Será capaz de responder? Se for capaz de responder acertadamente ganha sem dúvida um prémio. À questão do que será feito com os jovens do Clube eu respondo com outra pergunta. O que acontece com os jovens quando deixam de estudar?
 
   Os comentários deste senhor terminam sugerindo a realização de uma reunião entre membros da Junta de Freguesia e as diversas direcções dos Clubes de Arrifana afim de se estabelecerem entendimentos. Definitivamente este senhor deve andar bastante distraido ou então não vive nesta terra. Se estivesse por dentro de certas sensibilidades locais não se daria certamente ao trabalho de sugerir estas " barbaridades ".
 
   De forma particular, reafirmo que jamais permitirei que por respeito à verdade, ao Clube e aqueles que actualmente dão o seu melhor pelo Clube, que se tente desvalorizar aquilo que se tem vindo a fazer."
 
                                                                                                                   

Carlos Rodrigues
                                                                                                           

( Presidente da CA do CDA )      

 

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publicado por Administração às 23:55
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Programa da UPA Autárquicas 2009

 

 

 

(Clique na imagem para ler)

publicado por Administração às 00:14
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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Programa eleitoral do PS Autárquicas 2009

 

 

- Acção Social:
Construção do Lar da Terceira Idade – Acreditamos que Arrifana precisa urgentemente de um espaço que seja o apoio e o pilar de uma vida sénior verdadeiramente condigna e com qualidade. É uma necessidade que URGE ser atendida e que, na nossa perspectiva, deverá ser construído numa perspectiva social inter-geracional. Ou seja, para nós o Lar da Terceira Idade, uma prioridade do nosso projecto, será uma obra a avançar para acolher a população Sénior, mas onde esta possa conviver e partilhar todo o seu saber e experiência de vida, todo o seu conhecimento e riqueza com os mais novos. O Lar da Terceira Idade que pretendemos construir será um espaço de partilha entre crianças e idosos, criando ligação entre o Lar, a Sociedade e a Comunidade Escolar permitindo uma troca de saberes e de experiências próprias de cada uma das faixas etárias. No nosso projecto, o Lar da Terceira Idade será constituído por um conjunto de serviços de Geriatria para os seus residentes e utentes, bem como prestar novos serviços, tais como Fisioterapia ou Enfermagem que também estarão disponíveis para ser prestados à Comunidade, sendo simultaneamente fonte de rentabilidade do próprio Lar.
Juventude – O Desenvolvimento Social só é plenamente conseguido através de um trabalho activo, estruturado, organizado e conjugado com outras áreas como o Apoio à Juventude e às nossas Crianças. O acompanhamento do seu crescimento, desenvolvimento e integração na Sociedade e no mundo do trabalho, promovendo a sua participação cívica activa, integrando os homens e as mulheres de amanhã no dinamismo cultural, desportivo e associativo na nossa Vila de Arrifana. Não podemos permitir que uma Casa da Juventude esteja fechada como a nossa, reabrindo apenas em véspera de eleições O nosso Programa contempla a dinamização da Casa da Juventude com a realização de diversas actividades apelativas ao escalão etário da nossa Juventude, abrindo as suas portas a jovens e a menos jovens para a promoção da Cultura, a Leitura, a Formação na área das Novas Tecnologias (como Informática ou Internet), a realização de workshops e ateliers, em suma iniciativas com um carácter de entretenimento, mas também apelativas e divertidas. O acesso ás Novas Tecnologias é necessário, pelo que iremos disponibilizar locais e pontos de acesso à Internet sem Fios em diferentes pontos da Freguesia.
Criação do Cartão de Residente – O Cartão de Residente estará disponível para todos os residentes em Arrifana e prevê vantagens na adesão a diferentes serviços e actividades promovidas pela Junta de Freguesia, contribuindo para uma maior proximidade entre os arrifanenses e o poder local, isto é, a sua Junta de Freguesia, bem como para o incentivo à participação comunitária.
- Ambiente e Planeamento:
Promover o desenvolvimento estruturado e sustentado é também um dos nossos objectivos. Criar espaços de lazer integrados, numa lógica de preservação ambiental são fundamentais à Qualidade de Vida da população da Vila de Arrifana. Ao planearmos bem estamos a proteger o Ambiente e a melhorar a Qualidade de Vida de todos.
Lixos e Resíduos: Aumentaremos o número de Ecopontos e de Papeleiras e implementaremos a colocação de Óleões para recolha de óleos domésticos, contribuindo assim, mais eficazmente para a despoluição dos solos, preservação das linhas de água e para a preservação do Ambiente. O nosso projecto ambiental prevê ainda um Programa de Sensibilização Ambiental, denominado “Arrifana + Ambiente” junto das Escolas, através da comemoração do Dia Mundial do Ambiente e de uma acção concertada com os agentes educativos para que as crianças e jovens sejam um dos principais veículos de transmissão e verdadeiros mensageiros de atitudes ambientais. Energia e Segurança Pública: Pretendemos por isso, reduzir os consumos de energia em edifícios públicos, dotar as ruas de Arrifana de iluminação pública mais segura e que seja, ao mesmo tempo, mais barata, eficiente e amiga do Ambiente, conciliando a Qualidade com a Segurança.
- Segurança nas Escolas: Pretendemos colocar Vigilantes nas Escolas, recorrendo aos programas disponíveis no Instituto de Emprego e Formação Profissional para pessoas que estão à procura de trabalho e beneficiando do subsídio de desemprego. O nosso Projecto prevê assim, criar uma sinergia de conveniente gestão dos recursos financeiros públicos e de maior segurança das nossas crianças. A colocação dos Vigilantes no interior das nossas Escolas garantirá à Comunidade Escolar uma melhor operacionalidade no controle e acompanhamento das entradas e saídas dos alunos, proporcionando aos pais e professores uma tranquilidade que, pela sua acuidade, merece uma atenção especial da nossa parte. Valorização da Zona Industrial: Em Arrifana falta uma política de acção de atractividade industrial, com apoio aos empresários e a quem quer e pode investir em Arrifana. Não podemos continuar a assistir à deslocalização dos nossos empresários e comerciantes para zonas industriais e áreas comerciais de concelhos vizinhos por falta de qualidade e de estruturas básicas. Pretendemos apoiar e incentivar o nosso Comércio e Indústria para que, em conjunto, façamos mais e melhor pelo investimento na nossa Terra. O nosso Projecto dará condições para a instalação de novas empresas e melhorará as que já existem, através de uma política de valorização da Zona Industrial e de apoio e incentivo à fixação de novos investimentos através da construção urgente da Rede de Saneamento, de Drenagem de Águas Pluviais, Abastecimento de Água e Gás bem como a implementação de uma ETAR (exigências que faremos á Câmara Municipal) que responda ás necessidades de toda a Zona Industrial. Só assim podemos criar riqueza, emprego e atractividade na nossa Vila de Arrifana.
Mobilidade: Queremos dar á Freguesia uma melhor circulação a pé e de carro. Faz parte do nosso Projecto melhorar a mobilidade de pessoas e veículos, através do reordenamento de trânsito em toda a Vila, de uma forma faseada e potenciando ao máximo as vias já existentes, através da construção de passeios.
- Desporto e Cultura: A Qualidade de Vida, a atractividade industrial, a integração de pessoas numa boa política deAcção Social é para nós complementada com mais e melhor Desporto e actividades Culturais.
Desporto e Lazer: Arena Radical: O nosso projecto prevê a criação da “Arena Radical” que será um parque dedesportos modernos e radicais ao ar livre e, ao mesmo tempo, um espaço de encontro econvívio, único em todo o Concelho que seja divulgado e consequentemente, procurado pelasAssociações, residentes e visitantes, bem como por localidades vizinhas para a realização deeventos que se enquadrem no espaço.Semana do Desporto e da Cultura: Com a realização desta Semana pretendemos valorizar anossa História, as nossas tradições, o Património e Cultura Locais como elementosfundamentais na Educação, Formação, Desenvolvimento e na criação de raízes de identidadede todos os Arrifanenses.Evocação das Invasões Francesas: No seguimento deste Projecto, pretendemos assinalarcondignamente a Efeméride das Invasões Francesas, um marco importante e dramático naHistória de todos nós e que assinalaremos homenageando os nossos antepassados eassegurando a sua memória. Nesse sentido, pretendemos promover a Evocação das InvasõesFrancesas em Arrifana anualmente, incluindo neste grande projecto a Geminação de Arrifanacom outras localidades nacionais ou estrangeiras que viveram o mesmo acontecimento.Criação de Percursos Pedonais: Temos projectada a criação de Percursos PedonaisUrbanos com uma vertente cultural, histórica, pedagógica, educativa e de bem-estar.
Edição de Livro Infantil: No âmbito da Cultura e da preservação da nossa História Local pretendemos promover, recorrendo a técnicos especializados, a criação de um livro infantil que permita dar a conhecer às nossas crianças e jovens a História da sua terra e os seus principais marcos.
- Associativismo: Apoio ao Associativismo: pretendemos apoiar e incentivar a riqueza e dinamismo dasnossas Associações que tanto têm dado à nossa terra, contribuindo para um movimentoassociativo forte, com provas dadas no Desporto e na Cultura.Propomos um trabalho que promova e desenvolva as actividades das nossas colectividades,bem como a sua afirmação no espaço Associativo do Concelho. As Associações Desportivas eCulturais da Freguesia têm um papel fundamental nas áreas do Desporto e da Cultura, bemcomo na ocupação, formação e educação cívica da população, razão pela qual não podem asmesmas ser esquecidas ou apenas lembradas com a realização da Feirinha dasColectividades, pelo que iremos dar lugar a que as mesmas possam promover as suasactividades, em fins-de-semana pré-definidos e no centro da Vila.
publicado por Administração às 22:47
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